Com histórico de violência doméstica, morte de mulher em Piumhi é investigada pela Polícia Civil
31/03/2026
(Foto: Reprodução) Elen Cristina Teixeira Carvalho, de 31 anos
Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar a morte de Elen Cristina Teixeira Carvalho, de 31 anos, registrada em 25 de março, em Piumhi.
Segundo o boletim de ocorrência, o companheiro, de 33 anos, acionou o resgate e relatou uma crise convulsiva, mas a mulher já chegou sem vida ao hospital. O médico identificou sinais de violência, e a certidão de óbito aponta asfixia mecânica como causa da morte.
O marido de Elen chegou a ser detido, mas foi liberado em seguida. O g1 solicitou mais detalhes sobre a prisão, mas não obteve retorno.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp
Ainda conforme a Polícia Civil, assim que tomou conhecimento do caso, equipes iniciaram os primeiros levantamentos e acionaram a perícia oficial para realizar os trabalhos no local onde a vítima foi encontrada. A análise inicial deve ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.
LEIA TAMBÉM: Quem era a mulher encontrada morta dentro de casa?
O corpo da mulher foi encaminhado ao Posto Médico-Legal (IML), onde passou por exames de necropsia. Os laudos periciais são considerados fundamentais para apontar a causa da morte.
As investigações seguem em andamento.
Quem era Elen?
Descrita como uma mulher 'doce, gentil e batalhadora', ela deixou dois filhos: uma menina de 10 anos, com quem morava, e um adolescente de 13, que vive com o pai.
Ela chegou a morar com o companheiro há cerca de três anos, junto com a filha mais nova e, segundo a tia da vítima, Sueli Teixeira, o casal viveu em Belo Horizonte, depois se mudou para Divinópolis e, por fim, para Piumhi.
“Ela era uma mãe muito dedicada, muito mesmo. A menina andava sempre arrumadinha, de trancinha, com lacinho. Todo mundo comentava o cuidado que ela tinha”, disse.
De acordo com a tia, apesar das dificuldades financeiras, Elen sempre buscou formas de sustentar a casa. Em Belo Horizonte, ela trabalhou com serviços informais.
Já em Piumhi, a situação mudou. De acordo com a tia, a sobrinha não trabalhava formalmente porque o companheiro não permitia.
“Ela não trabalhava porque ele não deixava. Começou a cuidar de crianças vizinhas para ajudar e ter alguma renda”, relatou Sueli.
Rotina dedicada à filha
Elen vivia com a filha de 10 anos na casa onde morreu. O filho mais velho, de 13 anos, mora com o pai, mas mantinha vínculo com a mãe.
A rotina da jovem, conforme familiares, era voltada para o cuidado da menina e para as atividades do dia a dia.
“Ela cuidava muito bem da filha, muito bem mesmo”, reforçou a tia.
Relatos de violência
A família relatou que Elen vivia um relacionamento marcado por episódios de violência e controle. Conforme Sueli, vizinhos teriam presenciado situações agressivas.
“Os vizinhos contaram que ele chegou do serviço e saiu arrastando ela pelos cabelos. As crianças que estavam perto ficaram desesperadas”, disse.
Ainda conforme a tia, o comportamento do homem mudou ao longo do tempo. Antes, ele trabalhava, mas, em Piumhi, deixou de ter uma rotina fixa de emprego.
“Quando eles moravam em Belo Horizonte, ele trabalhava, cuidava bem da minha sobrinha, e ninguém nunca imaginou que ele seria violento um dia. Quando mudaram para Divinópolis, a violência começou. Depois mudaram para Piumhi, e a situação piorou. Os vizinhos ouviam gritos da minha sobrinha, que apanhava dele com frequência. Quando soubemos disso, pedimos para ela voltar para casa, em Belo Horizonte, mas ela não quis”, afirmou a tia.
Vizinhos ouviram briga
Segundo familiares, vizinhos ouviram uma briga por volta das 3h do dia 25 de março. Já por volta das 6h, a criança acordou para ir à escola e foi até o quarto da mãe, onde a encontrou sem reação.
De acordo com o relato, o companheiro afirmou que Elen teria passado mal após uma suposta crise convulsiva. Conforme a tia, ele teria pedido que a menina filmasse a mulher sem reação, sob a justificativa de enviar as imagens a um médico.
O caso é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita. A certidão de óbito aponta asfixia mecânica como causa da morte, e a polícia apura as circunstâncias do ocorrido.
ASSISTA TAMBÉM: Reunião debate combate à violência contra a mulher
Reunião debate combate à violência contra a mulher em Divinópolis
VÍDEOS: veja tudo sobre o Centro-Oeste de Minas